A propósito de Esperança

Deixo o link para uma TED talk do Papa Francisco, que vale a pena ouvir.

https://embed.ted.com/talks/lang/pt/pope_francis_why_the_only_future_worth_building_includes_everyone

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A propósito de Fé

Livro dos Provérbios, 30, 5-9

Toda a palavra de Deus é provada, Deus é um escudo para quem se fia n’Ele.
Não acrescentes nada às suas palavras, para que ele não te corrija e sejas achado mentiroso.
Eu te peço duas coisas, não mas negues antes de minha morte: afasta de mim a falsidade e a mentira, não me dês nem pobreza nem riqueza, concede-me antes o pão que me é necessário, para que não suceda que tendo fartura, eu te renegue, e diga: Quem é o Senhor?, ou que, sofrendo a pobreza, seja levado a roubar, e a profanar o nome do meu Deus.

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A propósito da crise

Palavras de João Paulo II em Santiago de Compostela (9-IX-1982):

“A história da formação das nações europeias anda a par com a sua evangelização; a tal ponto que as fronteiras europeias coincidem com as da penetração do Evangelho. Passados vinte séculos de história, apesar dos conflitos sangrentos que enfrentaram os povos da Europa, e apesar das crises espirituais que marcaram a vida do continente — chegando a trazer à consciência do nosso tempo sérias dúvidas sobre a sua sorte futura — deve-se afirmar que a identidade europeia é incompreensível sem o cristianismo, e precisamente nele se encontram aquelas raízes comuns, que permitiram o amadurecimento da civilização do continente, a sua cultura, o seu dinamismo, a sua atividade, a sua capacidade de expansão construtiva também nos outros continentes; numa palavra, tudo o que constitui a sua glória.

E ainda nos nossos dias, a alma da Europa permanece unida porque, além da sua origem comum, tem idênticos valores cristãos e humanos, como sejam os da dignidade da pessoa humana, do profundo sentimento de justiça e liberdade, de laboriosidade, de espírito de iniciativa, de amor à família, de respeito à vida, de tolerância e de desejo de cooperação e de paz, que são traços que a caracterizam.

Dirijo o meu olhar à Europa como continente que mais contribuiu ao desenvolvimento do mundo, tanto no terreno das ideias como no do trabalho, no das ciências e das artes. E enquanto bendigo o Senhor por tê-lo iluminado com a sua luz evangélica desde as origens da pregação apostólica, não posso silenciar o estado de crise no qual se encontra, ao assomar-se o terceiro milénio da era cristã.

(…) A crise alcança tanto a vida civil como a religiosa. No plano civil, a Europa encontra-se dividida. Umas fraturas anti-naturais privam os seus povos do direito de se encontrarem todos reciprocamente num clima de amizade; e de reunir livremente os seus esforços e criatividade ao serviço de uma convivência pacífica, ou de uma contribuição solidária para a solução de problemas que afetam outros continentes. A vida civil encontra-se marcada pelas consequências de ideologias secularizadas, que vão desde a negação de Deus ou a limitação da liberdade religiosa, à preponderante importância atribuída ao êxito económico relativamente aos valores humanos do trabalho e da produção; desde o materialismo e o hedonismo, que atacam os valores da família fecunda e unida, os da vida recém concebida e a orientação moral da juventude, a um «niilismo» que desarma a vontade de enfrentar problemas cruciais, como os dos novos pobres, emigrantes, minorias étnicas e religiosas, ou o recto uso dos meios de informação, ao mesmo tempo que põe armas nas mãos do terrorismo.

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A propósito de Ciência

Livro da Sabedoria, 13, 1-9:

“Sim, insensatos são todos aqueles homens em que se instalou a ignorância de Deus e que, a partir dos bens visíveis, não foram capazes de descobrir aquele que é, nem, considerando as obras, reconheceram o Artífice. Antes foi o fogo, o vento ou o ar subtil, a abóbada estrelada, ou a água impetuosa, ou os luzeiros do céu que tomaram por deuses, governadores do mundo. Se, fascinados pela sua beleza, os tomaram por deuses, aprendam quão mais belo que tudo é o Senhor, pois foi o próprio autor da beleza que os criou. E se os impressionou a sua força e o seu poder, compreendam quão mais poderoso é aquele que os criou, pois na grandeza e na beleza das criaturas se contempla, por analogia, o seu Criador. Estes, contudo, merecem só uma leve censura porque talvez se extraviem, apenas por buscarem Deus e quererem encontrá-lo. Movendo-se no meio das suas obras, investigam-nas, mas deixam-se seduzir pela aparência, pois são belas as coisas que vêem. De qualquer modo, nem sequer estes são desculpáveis, porque, se tiveram tanta capacidade para poderem perscrutar o universo, como não descobriram, primeiro, o Senhor dessas coisas?”

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